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Archive for dezembro \20\UTC 2010

Comemore seu ano com uma cerveja

Cerveja ou champagne?

Festas de fim de ano começando e a primeira coisa que pensamos é com o que vamos brindar este ano que passou e o que esta chegando! Infelizmente, o primeiro pensamento que temos é brindar com um bom espumante/champagne, um bom vinho para harmonizar as guloseimas e, como sempre, a cerveja fica para segundo plano – o momento da bebeira.

Como seguidor do “beba pouco e com qualidade”, este post será dedicado às cervejas especiais – estas sim podem ser chamadas de especiais, já que  sazonais – de Natal e as que podem substituir o espumante/champagne na virada de ano.

Começaremos pelas cervejas de Natal. Mais consumidas na Europa, com uma dedicação maior ao inverno e com as tradições natalinas. São condimentadas com ingredientes típicos do inverno europeu, como nozes, gengibre, frutas cristalizadas, cascas de frutas cítricas etc. É um estilo muito livre e é onde o cervejeiro mais ousa, dando seu toque pessoal à cerveja.

São cervejas super alcoólicas, geralmente maior que 6%, mas que combinam muito bem com a noite de natal, harmonizando muito bem com bolos natalinos – panetones, bolos de especiarias, stollen,etc – ou até mesmo com carnes de cordeiro e caça. No Brasil, podemos encontrar algumas cervejas deste estilo, como a nacional Opa Weihnachts e a belga Delirium Noel.

Já para o momento mais esperado do ano, o Ano Novo, podemos comemorar com algumas das cervejas que são produzidas com o método champanoise. Estas cervejas são especiais, feitas com base nas melhores cervejas da casa e levadas para vinícolas, onde são levadas à uma segunda fermentação com fermento de champagne. No mundo são produzidas 4 neste estilo, duas brasileiras – Eisenbahn Lust e Wals Brut, a venda somente em Fevereiro – e duas belgas – a famosa DeuS, em que o método champagnoise é feito na região de Champagne, e a Malheur Brut. São cervejas super complexas – até mais que os famosos champagnes – e que podem ser harmonizadas com canapés, frutos do mar e sobremesas.

Mas caso você não encontre essas cervejas na sua cidade, ou as ache muito caras, pode substituir o velho champagne por cervejas com um “jeitinho brasileiro” para o método champagnoise: são as cervejas com segunda fermentação na garrafa, em que é gerada carbonatação elevada, dando a sensação de estar bebendo um bom espumante. Estas cervejas muitas vezes tem seu fechamaneto com rolha de cortiça, como a Falke Mosnasterium e a Brooklyn Local 1 – duas Strong Golden Ale de presença e que não fariam feio para começar o ano.

A cerveja esta cada vez mais ganhando seu devido espaço. E já que nosso clima esta cada vez mais quente, o ideal é beber algo leve e refrescante, mesmo que sejam cervejas mais alcoólicas e encorpadas.

 

FELIZ 2011!!!!

Fotos by @MicMX

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Salvem a Pilsen

Pilsen, o estilo que tem como sinônimo a palavra cerveja, é visto de cara feia e renegada por muitos. Hoje começou uma campanha de alguns cervejeiros artesanais contra as “Pilsens normais”, para que se crie Pilsens diferentes do comum. O grande problema é: o que define uma “Pilsen normal”?

Segundo a Beer Judge Certification, o que define – por partes – uma Pilsen é o nível de amargor, cujo estilo pode chegar a 45 IBU – unidade de amargor da cerveja. Já nossas cervejas, que por aqui chamamos equivocadamente de “Pilsen”, na verdade são cervejas do estilo Standard American Lager. Cervejas mais leves que a Pilsen e com amargor que pode chegar a no máximo a 15 IBU. Outro elemento que vemos em uma Pilsen é o uso do” puro malte”, já que somente é usado malte de cevada, sem adição de outros subterfúgios para dar sabor, leveza e até mesmo baratear o custo da cerveja.

Mas então, por qual motivo chamamos nossas cervejas brasileiras de Pilsen? Isso é mais uma vez erro dasleis deste belo país. As leis cervejeiras – não só as cervejeira, claro – puxam sempre para o lado mais forte da corda,  com isso os estilos das cervejas não são bem definidos e, com isso, confundem e muito a cabeça do consumidor.

No Brasil, Pilsen é sinônimo de cerveja leve, extremamente gelada – em ponto de congelamento – e sem amargor algum. Esse fator leigo e imposto pelas grandes cervejarias acaba transformando este estilo simples, mas complexo em produção e qualidade, no lobo mau das cervejas e colocando-as na série C das cervejas.

E são, pois na simplicidade que vemos o que é realmente bom e onde está a verdadeira alma do produtor. Como uma vez, em que fui colocado em teste – em um restaurante que me chamou para cozinheiro – para saberem  se realmente tinha habilidade para tal. Tive que fazer um prato simples – que muitos irão rir quando falar qual é -,  mas um dos mais difíceis de se dar harmonia. Uma singela Pasta com molho de tomate. Como sempre fui um menino dedicado e curioso, sempre busquei saber o que poderia atribuir sabor e deixar este molho com gostinho de quero mais.

Por ser um estilo com pouca complexidade de aromas e sabores, quando experimentamos uma cerveja de um estilo diferente, como uma ale – alta fermentação -, notamos uma diferença gritante nestes aspectos e acabamos deixando  a Pilsen apagada. Mas nós, amantes da cerveja, cervejeiros artesanais e mestres cervejeiros, queremos mostrar que uma Pilsen de estirpe pode ser uma cerveja super saborosa e harmônica.

Está na hora de o brasileiro aprender a apreciar realmente uma cerveja e, para isso, precisa primeiramente conhecer o que há de mais delicado, testando suas complexidades e, aí sim, pular para cervejas cada vez mais complexas e aproveitar o que cada cerveja traz de peculiaridade. Então, neste momento, abra sua geladeira, dê para o vizinho aquela cerveja sem graça que você comprou, vá atraz de uma boa Pilsen – belgas, alemãs e algumas brasileiras – e descubra o que realmente este estilo pode trazer para seu momento de prazer.

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Cerveja por uma boa causa

Entre os dias 14 e 21 de dezembro você terá uma boa desculpa para driblar aquela sua mulher chata que o adora e se preocupa com sua saúde (vai nessa). Além disso, trazer seu lado Bono Vox – bom samaritado e defensor das boas causas – e participar da Semana Beneficente da Cerveja Artesanal. Tudo isso para mostrar que a cultura cervejeira está aí para boas causas e não somente para dar status aos que a apreciam.

A cervejaria artesanal Dum e seus confrades elaboraram uma grande idéia para este Natal. Numa conversa entre amigos, tiveram a idéia de fazer um evento beneficente a fim de arrecadar brinquedos, os quais serão doados para abrigos e crianças carentes. Como sabemos que brasileiro precisa de um incentivo para fazer uma boa ação, nada melhor que colocar na jogada uma das paixões nacional: a cerveja.

O evento ocorrerá da seguinte forma: cervejeiros artesanais e caseiros irão doar suas produções, que serão disponibilizadas em alguns bares de cervejas “especiais” – termo ridículo esse, já que só existe aqui, por estarmos acostumados com cervejas péssimas –  na cidade de Curitiba. Cada garrafa de cerveja deverá ser trocada por um brinquedo. Caso não tenha como levar um brinquedo, outra opção é pagar R$10,00 por garrafa Após confirmação e atualização dos organizadores, algumas medidas foram tomadas para a festa: cada garrafa valerá R$10,00 e este dinheiro será doado para a a instituição Natal do Adelar– a doação só valerá para as garrafas e bares que tiverem o selo da Semana Beneficente.

Esta é uma campanha muito legal dos cervejeiros artesanais, buscando mostrar que cerveja – como no livro, ainda não lançado, , “Cerveja e Filosofia” – é a causa de felicidades, paixões e boas ações. Parabéns ao pessoal de Curitiba. E você, que também é cervejeiro caseiro e acompanha o blog ou o twitter (@gastrobirra), procure o pessoal da @bodebrown ou @DumCervejaria e peça informações de como enviar suas produções até dia 13 (segunda-feira). Eu infelizmente não poderei participar, já que as cervejas produzidas só ficarão prontas durante o evento. Mas estou fazendo minha parte divulgando esta grande causa. E você, vai deixar seu lado Bono de lado ou abrirá mão de alguma de suas preciosidades e participará da causa?

PS: fui informado a alguns minutos que terá leilão da Eisenbahn São Sebá – já em falta no mercado curitibano – as garrafas foram doadas pelos produtores e autografadas. O leirão será nos bares Saaz, Realejo e Cervejaria da Vila;

Wäls (dos Deuses) Brut

Os padres e suas dedicações as bebidas. Primeiro os Monges com sua paixão peculiar à cerveja, depois com a chegada do vinh0 um outro monge maluco resolveu refermentar seu vinho e criou o Champagne. Juntando estas duas bebidas temos a Bière Brut, o “Champagne de Cerveja”.

Fermento fazendo seu trabnalho

As Biére Brut são cervejas que passam pelo método champenoise – aquele mesmo do Champagne – e que tem como base, cervejas mais fortes, ajudando  na complexade da bebida após a segunda fermentação! O método champenoise consite em fazer uma segunda fermentação na garrafa, deixando-a de cabeça para baixo – para que o fermento faça seu trabalho no topo da bebida e facilite a sua retirada – e feita a remuage regularmente, duas vezes ao dia.

Hoje são 4 cervejarias no Mundo que fazem este estilo – algumas outras produzem, mas não com este mesmo processo e  fermento utilizado no champagne. Duas delas belgas – DeuS Brut des Flandres e Malheur Brut – e outras duas brasileiras – Eisenbahn Lust e Wäls Brut ( ainda não esta a venda) – e é desta preciosidade que só chegará no mercado em fevereiro que dedico este post.

A Wäls cervejas Especiais, como sempre esta ousando, mostrando que com paixão e muita paciência se faz cervejas fantásticas. Depois de tanto incomodar a família Wäls, 1 dia antes do Festival Brasileiro da Cerveja, recebo um RT de José Felipe perguntando se iria para o Festival. Estranhei sua pergunta – achava que era só pra fugir, caso fosse aparecer por lá -, mas logo depois de confirmar que iria e veio com uma grande surpresa, estava levando uma garrafa da Wäls Brut especialmente para que eu e Michele pudessemos apreciar sua mais nova “filha” – a cerveja, calma.

Feita com base de uma de suas mais sabororsas cervejas a Wäls Trippel – tendo 70% dela na formulação da Brut, os outros 30 são segredo, deve ser o carinho rsss – e tendo sua segunda fermentação com fermento de champagne e maturada em uma cava construida na própria cervejaria. Todo processo é feito por eles, sem ser levado para vinicolas para que se faça o processo de champenoise. (ponto pra eles)

Logo que José Felipe abriu a geladeira e pegou a garrafa – o tempo parou, meus olhos brilharam, passarinhos cantavam… ta ta parei rsss –  e logo mostrou a borra de fermento ainda no gargalo da garrafa.  Pra abri-lá um trabalho árduo, abrir a garrafa de cabeça para baixo, tirar o fermento e não perder muita cerveja – difícil, não? Após este difícil trabalho – que deu vontade de bater nele, já que estava jogando cerveja fora – logo serviu em duas taças Flute e logo os aromas já poderam ser sentidos.

Uma bela espuma, persistente, que gruda no copo até o final. Boa perlage, corpo leve, mesmo oriunda de uma cerveja foprte e encorpada,  cor dourada/avermelhada, ainda um pouco turva por não estar no processo final de maturação. No aroma, frutado, proeminente da Trippel, leve anis, fermento e álcool. No sabor, as maiores surpresas, frutada, bem carbonatada, com um final seco, leve residual de champagne, leve anis e álcool muito bem inserido. Uma das melhores cervejas que já pude provar até o momento. Super equilibrada e que pode ser apreciada sem problema algum de enjoar, como os bons champagnes.

Como diz Edu Passarelli “a Wäls Brut é a mais Brut dentre as cervejas produzidas pelo estilo champenoise no mundo.” Mesmo ainda não estando no seu estágio final de maturação e viajando até SC, esta cerveja é fascinante e posso dizer – CHUUUPPP* Eisenbahn Lust e DeuS, rssss – esta cerveja terá seu reconhecimento logo e será apreciada até mesmo por amantes de vinho e que fazem nariz torto para as cervejas.

Mas um trabalho bem feito pela Família Wäls e vamos tercer para que não aconteça nada de errado até fevereiro, para que ela possa entrar no mercado e cair na graça de todos. Mais uma vez PARABÉNS WÄLS.

Fotos by @MicMX

Palmas para a cervejaria brasileira

Fiquei abismado com o que vi e provei no último sábado (27 de novembro) no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau. O núcleo cervejeiro do Brasil esta realmente de parabéns.

Eduardo Passarelli

O Festival Brasileiro da Cerveja foi um evento que juntou, em um único local, micro-cervejarias, cervejeiros artesanais/caseiros, empórios dedicados à cerveja e restaurantes que têm como foco principal a bebida. Além disso, palestras gratuitas, como a do especialista em cervejas Edu Passarelli – que tivemos o prazer de acompanhar – discorrendo sobre Harmonização. Super atencioso com o público, até mesmo no momento que foi pressionado por Michele, a qual quis saber que cerveja seria ideal para acompanhar aquela massa instantânea chamada por mim de “Quinojo”.

O evento ocorreu dentro de um dos pavilhões do parque “Vila Germânia” – onde também é realizada a Oktoberfest. Temos que agradecer à “Vila Germânia” e prefeitura de Blumenau por serem tão representativas na cena cervejeira do país, propiciando ótimos eventos em prol da cultura.

Foi realmente algo absurdo o que aconteceu por lá: cervejas de vários estilos, métodos de produção e qualidade. Pudemos provar cervejas jamais vistas por aqui, como, por exemplo, uma Pumpkin Ale (estilo americano que é produzido para comemorar o  Halloween). Uma Imperial Stout, maturada por 6 meses com chips de carvalho de bourbon. Tudo isso produzido por cervejeiros caseiros, já que, infelizmente, só esses podem produzir algo assim, uma vez que que nossas “Leis” são tão ridículas sobre o assunto.

Logo que chegamos, fomos recebidos com muita gentileza – como sempre – pelo amigo Julio, do Empório São Patrício. Lá adquirimos a única breja não brasileira da noite: uma cerveja italiana – a famosa  Birra Baladin -, cuja linha foi feita em homenagem à família do cervejeiro. A degustada como café da manhã, acompanhada por um Fish and Chips do The Basement Pub, foi a Nora – em homenagem à esposa do mestre-cervejeiro -, cerveja com características marcantes de especiarias, corpo aveludado, licorosa e leve dulçor . Cerveja complexa, mas fácil de beber.

Pude provar, também, a Perigosa Double IPA, a primeira do estilo no Brasil. Super aromática – puxando para aromas como maracuja, bergamota, leve caramelado, lúpulo -, mas que em sabor acabou pecando, deixando um amargor cortante e reto, sem muita complexidade  de lúpulo.

Depois de muita conversa e o pit-stop feito, fomos até o estande da cervejaria Wäls, local onde tivemos as maiores surpresas do festival. Primeiro com a simpatia do Mestre-Cervejeiro José Felipe. Depois de muita conversa por twitter, avisei que estava no Festival e, assim que ele avistasse um cara de “3,00 m de altura” – nem é tanto assim, só 2,05m -, confirmasse que se tratava se mim. Assim que chegamos no estande,  “não precisa nem se apresentar”, dissem-me, puxou-me pelo braço e deu-me um forte abraço – aquele de amigos que há anos não se viam, sabe? –  dando risadas e dizendo que eu e @MicMX éramos alguns dos responsáveis pelo sucesso da cervejaria (como se a simpatia do cervejeiro e qualidade do produto já não fizessem por si só).

Após o puxa-saquismo dos dois, começou a degustação de suas belas cervejas. A primeira foi a FestWäls, uma Lager super leve, saborosa, refrescante, feita com dry-hopping e produzida com 5 lúpulos diferentes. Cerveja super aromática, fácil de beber e que, em minha opinião, deveria ser comercializada, sem medo de errar. Pudemos provar também a Quadruppel – preferida minha e da esposa -, a Trippel e a Dubbel, todas elas na pressão.

Os trabalhadores

Mas a maior surpresa f0i o presente trazido especialmente para nós (eu e Michele) e que tivemos o privilégio de ser dos poucos a provar:  a aclamada Wäls Brut. Uma das 4 cervejas no Mundo feita no estilo champanoise. Produzida com todo carinho pelo Felipe, feita a remuage duas vezes ao dia, sempre no mesmo horário. Cerveja fantástica em aroma, sabores e textura. Essa eu vou deixar vocês com água na boca, pois terá um post dedicado somente para ela – deixo vocês somente com os trabalhadores, que estão deixando está cerveja fantástica.

Ainda tive a oportunidade de provar uma Dubbel fresquinha, aberta especialmente após reclamação de nunca tê-la provado em sua qualidade. Provei e virei fã imediatamente, batendo lado a lado com a Quadruppel. José Felipe explicou que nunca havia provado esta cerveja em sua real qualidade, já que em sua produção há uvas-passas e, chegando aos mercados, não há o devido cuidado que ela requer, acabando por deteriorá-la. Triste isso, mas uma realidade brasileira: o descaso com os produtos alheios.

E foram mais alguns choppinhos e cervejas por conta de José Felipe. Uma ótima conversa e que me deixaram surpreendido com o amor que ele tem com suas cervejas, chegando a brigar com o irmão Thiago – que quer logo ganhar mercado, enquanto José prima pela qualidade. Ponto para o Zé. Ele me deixou intrigado com uma coisa e que tive que concordar: ” Brasil está criando caçadores de defeitos! Sempre tem uma coisa errada, nunca esta bom”. Infelizmente isso não é somente no Mundo da Cerveja e sim em  tudo. Brasileiro tem o prazer de dizer que aqui tudo que se faz é ruim. Defeito de quem não tem capacidade de chegar aos pés daquilo em que coloca defeito.

Michele ficou encantada com tudo o que viu e disse agora ser realmente fã de cervejas. Disse que sou o culpado e agora realmente vê que a qualidade e o amor que temos com nossas cervejas supera qualquer crítica pessimista sobre o assunto.

Tirando essa triste realidade brasileira, há muitas cervejas, algumas inferiores, sim, mas outras se mostrando surpreendentes. O Brasil está de parabéns, mostrando que, com parceria, humildade e simplicidade, é possível se criar uma cultura forte e resistente sobre o assunto. Logo essa cultura mostrará que queremos, sim, é qualidade e não quantidade – como dizem algumas publicidades.

Fotos by @MicMX