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Archive for the ‘Cerveja’ Category

Amanhã é o Dia da Cerveja Brasileira

Amanhã é dia de comemorar a cerveja brasileira. O grupo denominado Blogueiros Brasileiros de Cerveja – BBC – idealizou o Dia Brasileiro da Cerveja com o intuito de celebrar o momento de enriquecimento cultural que a cerveja esta ganhando no Brasil.

A data escolhida – 05 de junho – foi adotada em homenagem ao falecido Sr. Rupprecht Loeffler, – nascido nesta data – mestre – cervejeiro e proprietário da Canoinhense, conhecida como a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil. Sr. Loeffler faleceu aos 93 anos e foi protagonista do documentário que conta sua história e da cerveja em Santa Catarina, intitulado Cerveja Falada.

Para comemoração, serão mais de 70 apoiadores – bares, cervejarias, lojas especializadas – espalhados por 17 estados. Para facilitar o BBC criou um mapa com os locais do evento. Aqui em Santa Catarina a Bierland, Bier Vila, Eisenbahn – ambas em Blumenau – Beer Code Joenville e a Academia da Cerveja – Florianópolis e que terá como evento a exibição do documentário Cerveja Falada – serão os apoiadores do evento.

Aproveite e festeje este dia com muita responsabilidade. Este é um evento cultural e que servirá principalmente para mostrar que as cervejarias artesanais vieram para ficar – claro se o governo abrir o olho, diminuir impostos e PRINCIPALMENTE o ego ser deixado de lado.

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Brooklyn Local 2

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Ontem tive a oportunidade de experimentar a mais nova importação da Beer Maniacs, a Brooklyn Local 2.
Mais uma bela criação do mestre cervejeiro – e das harmonizações – Garrett Oliver. Uma Belgian Dark Strong Ale que leva em sua composição mel, açúcar belga escuro e zests de laranja.
De cor castanho escuro e espuma bege de boa duração, esta cerveja traz complexidade ao paladar. Com aroma de mel, leve torrado, caramelo, toffe e cítrico. No boca, notas de toffe, mel bem perceptivél – conforme tempo no copo esta aumenta -, caramelo, frutas secas e final cítrico e seco.
Seus 9% abv estão muito bem inseridos nesta composição – assim como o mel, a percepção do álcool fica mais aparente com o tempo.
Bela cerveja para acompanhar carnes de caça, pernil suíno, sobremesas com base de creme, café e chocolate – tiramisu, por exemplo – , queijos azuis e pratos condimentados.

Baca, a cerveja “pagã”

Estréia hoje no Extra-Malte, no StudioCLio,  a nova criação da Cervejaria Coruja, as cervejas Fora de Séria.  A primeira a ser lançada ao público será a Baca – inspirada nas seguidoras do culto de Dionisio -, uma Amber Lager com adição de pitanga

Tivemos o prazer de experimentar esta cerveja no Festival Brasileiro da Cerveja, ainda com o nome de Pagã. Com notas maltadas, caramelo, amargor médio e com leve percepção da pitanga – leve frutado e acides. Cerveja bem equilibrada, com 5,2% de álcool e 40 IBU. No momento será comercializada somente hoje no evento e diariamente na Toca da Coruja – bar matriz da cervejaria.

A linha Fora de Série é um projeto desenvolvido para viabilizar a participação de provedores da cultura e artes locais. O primeiro convidado é o idealizador do projeto StudioClio e professor dos cursos de pós-graduação de Artes Visuais e História da UFRGS. A partir do mês de Maio as outras cervejas da linha estarão no mercado.

Além da estréia da Baca, o Extra-Malte – mediado por Sady Homirch, cervejeiro e baterista da banda Nenhum de Nós – trará como convidada Amanda Reitenbach falando sobre a cerveja como alimento e suas propriedades probióticas. Ainda ocorrerá uma harmonização com o chef Cacá Borges, as cervejas degustadas serão Göttlich Divina Weiss  com guaraná – Joinville -, MonDi Beer Coffee Notes – Pelotas – e a  Rogue Shakespeare Oatmeal Stout -Estados Unidos. 

 

Wäls Witte

Mais uma vez a Wäls realizou sonhos. Nessa oportunidade, nos levou às nuvens, matando o extremo calor que anda fazendo neste verão.

Na última edição do Festival Brasileiro da Cerveja, a Cervejaria lançou uma sua última cria: Wäls Witte.

Wittes são as cervejas de trigo belga, produzidas com pelo menos 25% de malte de trigo, corpo leve, refrescante, leve acidez e especiarias, como semente de coentro, cascas de frutas e especiarias da região em que produzida. Ideal para os dias de altas temperaturas, por conta de se caráter refrescante e leveza.

A Witte Beer – mais conhecida como Witbier – surgiu, claro, na Bélgica e tomou conta da região leste de Bruxelas, tendo Hoeggarden como principal produtora. A wit da época era produzida baseada nas cervejas medievais, as quais usavam o gruit – especiaria utilizada antes do surgimento do lúpulo – como tempero.

A Wäls Witte segue à risca o estilo. Usa como especiarias – segundo Zé Felipe – pimenta da Jamaica e otras cositas más!  Esses “segredos” trazem à  cerveja caráter refrescante, cítrico, leve acidez e bastante condimento. Com corpo leve, espuma consistente e cor dourada pálida, essa cerveja foi sensação no festival e com certeza irá agradar até mesmo quem faz nariz torto ao estilo.

Com a revolução das cervejas lager, depois da Segunda Guerra Mundial, as Witbiers estiveram perto de acabarem e por mais 10 anos tiveram sua produção quase encerrada. Em 1966, Pierre Celis montou a cervejaria De Kluis, revivendo o estilo na já conhecida Hoeggarden.

A Cervejaria mineira Wäls mais uma vez trouxe a verdade para dentro do copo e produziu uma excelente cerveja. Dentro de dois meses estará à venda no mercado.

Foto: Acervo Wäls Cervejaria

Harmonização – Bodebrown cerveja do amor e polvo crocante com batata doce confit

Depois de perder seu primeiro lote e de ter ela furtada, consegui experimentar a sazonal Bodebrown Cerveja do Amor, uma Fruit beer , com 5,5% abv – a degustada com 8,8% abv, que teve sua graduação alcoólica aumentada para aguentar a viagem até o Mondial de La Bière -, que leva como base uma cerveja de trigo e possui adição de amoras maceradas.

Samuel Cavalcante – mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria – se inspirou para fazer essa Cerveja do Amor em uma das obras do poeta romano Ovídio, chamada  Metamorfoses, que fala sobre a metamorfose dos deuses da mitologia grega para sobreviverem à cronologia do amor – desde a paixão, o desejo, até seu fim.

E toda essa cronologia parece estar bem inserida na cerveja. Ao servi-la, você é contemplado por um líquido de cor avermelhada que se destaca no copo, finalizada por uma espuma branca e persistente. No aroma, em evidência há as notas da fruta – quanto mais nova a cerveja, maior é a percepção das frutas – além de leves condimentos próprios da cerveja base e levíssima acidez. Já na boca, amora, leve cravo, coentro, notas leves de lúpulo herbáceo e acidez sutíl.

Para finalizar aquela cronologia – mas aqui com final feliz -, harmonizei-a com um Polvo Crocante com Batata Doce ConfitadaGrelhado em azeite de pimentão e páprica, o polvo pedia uma cerveja que balanciasse o condimentado da preparação. E o dulçor da cerveja fez bem esse trabalho, além de muito bem combinar com a característica doce da batata. Como há uma leve acidez na cerveja, os condimentos – tanto da cerveja como do polvo – acabaram ficando ainda mais aparentes, trazendo uma sensação picante na boca e, ao mesmo tempo, um leve dulçor. O álcool cortou bem a média gordura do polvo e da batata confit, garantindo mais percepção das características da cerveja e do prato.

Aproveitem a receita e harmonizem com muito amor – de preferência com alguém que você ame, como fiz.

RECEITA:

Polvo:

4 tentáculos de polvo

1 batata doce grande

cravo

Cebola

1 limão

shoyu

Azeite:

1 colher de sopa de páprica picante

1 pimentão vermelho pequeno

200 ml de azeite de oliva

Batatas:

1 bastata doce grande sem casca

alecrim

q.b sal grosso

azeite de oliva

Preparo:

Polvo:

Antes de cozinhar o polvo, congele-o de um dia para o outro – isso ajudará a deixar a carne mais macia. Descongele-o e leve para cozinhar com a cebola, o limão, o cravo e um pouco de shoyu, por aproximadamente 1 hora – a acidez dos ingredientes irá ajudar a deixar a carne macia, sem precisar levar à panela de pressão.

Dica: caso compre o polvo limpo, mas ainda com resíduos de tinta nas patas, esfregue o polvo com sal e bastante água. Isso ajudará também a tirar aquela “secreção” que fica ao redor de seu corpo.

Batatas:

Corte as batatas em rodelas, cubra com azeite e tempere com sal grosso e alecrim. Leve ao forno na temperatura mais baixa e asse até que fiquem macias e levemente douradas

Azeite:

Esquente um frigideira e grelhe o pimentão – sem sementes – com uma colher de páprica. Quando começar a dourar, retire do fogo e bata no liquidificador. Peneire e reserve.

Polvo crocante:

Tempere o polvo com sal e pimenta do reino. Aqueça bem uma frigideira, coloque um fio do azeite de pimentão e páprica e grelhe o polvo. Enquanto o polvo grelha, aperte-o com um peso – pode ser a tampa de uma panela. Repita o mesmo processo do outro lado – esse processo ajudara a criar uma leve crocância na pele do polvo, deixando a parte interna macia e suculenta.

Fotos de Michele Meiato Xavier.

IV Harmozição da Academia da Cerveja

Dia 10 de março de 2012 a Academia da Cerveja, uma das principais casas em Santa Catarina que trabalha em prol da cultura cervejeira, realizou a IV Harmonização da Academia da Cerveja. Dessa vez, tive o prazer de conduzir a harmonização no estilo ” cruza e cabeceia para o gol”: confecção dos pratos e explicação das harmonizações eleitas. Experiência muito interessante.

A harmonização foi toda no tema de frutos do mar e com a perspectiva de trazer novas preparações aos manézinhos, saindo dos tradicionais “camarão na moranga” e ” peixe assado com pirão”. Os pratos foram: ceviche, brandade de mexilhão ao molho de maracuja, truta com bacon sobre batata confitada e, de sobremesa, creme brûlée.

Para acompanhar esses pratos, foram escolhidas as cervejas Coruja Alba, Basemente Golden California Ale, Coruja Alba Weizenbock e Leuven Dubbel, respectivamente.

Segue a baixo impressões de cada harmonização.

Ceviche e Coruja Alba Weiss

Ceviche é um prato de origem inca e consiste em uma preparação com peixes frescos marinados – em sua origem, marinados com chicha (cerveja de milho produzida pelos locais e fermentada com suas salivas), ocasionando o cozimento através de um meio ácido -, no caso, com limão.

O frescor do peixe e a refrescância do prato combinaram muito bem com a característica leve e condimentada da Coruja Alba. Sua carbonatação ajudou na limpeza do paladar.

Ótima experiência!

Brandade de Mexilhão ao molho de maracujá e Basemente California Golden Ale

Brandade é uma preparação originária da Catalunha e que gera muita briga entre seus habitantes e os franceses – como sempre, conhecidos erroneamente como os “pais” da gastronomia, querendo todos os créditos. Originalmente o prato leva bacalhau, emulsão de batata e creme de leite – França – ou somente bacalhau misturado com azeite – catalunha.

Nessa minha versão, acabei criando em cima da preparação francesa – batata, proteína e creme de leite – trocando a primeira por batata baroa (mandioquinha), os mexilhões na proteína e molho de maracujá em substituição ao creme de leite.

Para acompanhar, uma American Pale Ale foi escolhida. Com característica levemente frutada – decorrente do lúpulo Amarillo, maltes de cereais, leve caramelo e mel. Combinou muito bem com as características semelhantes encontradas no prato, ocasionando uma instigante experiência aos participantes.

Truta grelhada com bacon sobre batatas confitadas e Coruja Alba Weizenbock

Um pouco diferente das demais Weizenbock, a Coruja Alba leva uma pequena porcentagem de malte defumado na sua composição, trazendo leve sensação de amargor e corpo. Além disso, com IBU – Unidade de medida de amargor – lembrando que não é usado somente para amargor de lúpulo – mais elevado (46 da Coruja, 15 a 30 nas demais weizenbock, segundo o BJCP).

A boa base de malte lembrando caramelo, leve defumado e fermento, como toques de cravo e banana passa – esta resultado da combinação do malte e do sub produto do fermento – combinaram bem com o sabor marcante da truta e do bacon, trazendo complexidade à harmonização.

Creme Brûlée e Leuven Dubbel

Creme Brûlée – de requintado só o nome – é um doce típico francês e que consiste em um creme de ovos com uma deliciosa crosta de açúcar queimado.

Essa sobremesa pede uma cerveja com bastante base de malte e encorpada. A Dubbel eleita combinou muito bem, pela sua carga de malte, lembrando caramelo, e leve torrefação. Seus 8% abv ajudaram a quebrar a gordura do doce.

Uma excelente harmonização e, segundo alguns participantes, uma das melhores.

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Fotos: Michele Meiato Xavier

IV Harmonização Academia da Cerveja

Dia 10/03 acontece a IV Harmonização em um dos principais bares cervejeiros de Santa Catarina. Esta será uma boa oportunidade para experimentar uma boa gastronomia e boa cerveja. Serão quatro pratos – entrada, 2 pratos e sobremesa – e quatro cervejas!

Convites e maiores informações: Academia da Cerveja

Aproveitem. As vagas são limitadíssimas! Realização: Academia da cerveja; Apoio: Cerveja Coruja, Cervejaria Leuven e Basement Cervejas Especiais