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Archive for julho \24\UTC 2010

BierTruppe n° 1 x Granola Cookie x Brownie

Após meses esperando a grande novidade da BierTruppe – ou ‘Tropa da Cerveja’ em alemão -, cá estou, este pobre mortal, parecendo criança com brinquedo novo.

A BierTruppe surgiu em 2008 com a junção de 4 aclamados conhecedores da loirinha no Brasil: Edu Passarelli, Botto, André Clemente e Alexandre “Bamberg”. Apaixonados por cerveja e com o intuito de fazê-la, porém, daquelas que temos pouco acesso no Brasil, ou estilos que a indústria nacional não oferecia, com o intuito de abastecer nossa alma com muita felicidade.

Após a produção da cerveja sazonal de Natal – a Saint Nicholas, uma blond ale -, eles precisavam dar um nome ao grupo. Depois de muitos nomes furados e mirabolantes surgiu o ‘BierTruppe’.

Com esse nome a lembrança remete ao som de Iron Maiden (The Trooper). Ultrapassado esse passo, veio a idéia de fazerem suas caricaturas em cima da imagem de Eddie, do The Troope (mascote do Iron Maiden), surgindo, então, a imagem que vemos ao entrar no blog da “trupe”.
Sua primeira ‘cria’ foi a Tcheca: cerveja verdadeiramente Pilsen, com características semelhantes as do estilo surgido na República Tcheca.

Mas vim aqui para trazer a mais nova criação desses malucos por cerveja: a “BierTruppe Vintage Nº1”. Trata-se de uma Barley Wine, com 9% de volume alcoólico, passada por barricas de carvalho, onde antes já havia maturado vinhos e brandys de uma vinícola gaúcha.

Primeiramente foi produzida uma Ale potente e bem ‘alimentada’, com cepa de levedura capaz de atingir alto teor alcoólico.
Após, maturada em barricas de Inox, para então ser deixada descansando por 100 dias na de Carvalho, permitindo que os ‘queridos bichinhos do fermento’ fizessem seu trabalho e nos permitissem esse prazer de uma autentica Barley Wine.

(In)felizmente essa cerveja não pode ser comercializada, ao contrário das demais do grupo: Infelizmente porque ainda temos um campo restrito para a cerveja, com uma legislação ‘ignorante’ que não permite Vintage por aqui; Felizmente por ser essa cerveja destinada somente aos verdadeiros amantes dessa iguaria.

E como disse no começo do post: Cá estou eu, como criança com brinquedo novo. Isso por ter conseguido adquirir uma caixa dessa belezinha, após o Passarelli divulgar via Twitter que estaria disponibilizando poucas caixas para venda.

Após receber essa maravilha de cerveja, não poderia deixar de juntar minhas três paixões: a gastronomia, a cerveja e a companhia da minha querida namorada, por último mas não menos importante – puxa-saco do jeito que sou, ela é homenageada com suas belas fotos e com um post aqui).

A primeira brincadeira foi no dia em que as recebi em casa. Depois de fazer deliciosos “Granola Cookies”, resolvi testar uma possível harmonização e fugir da dica descrita no rótulo: ideal com queijos azuis e carne de cordeiro.

O casamento foi perfeito. Por ser uma cerveja robusta, com notas de madeira, possível baunilha, frutas secas, marmelada e toffe, casou muito bem com o açúcar mascavo da massa do Cookie e com o chocolate, trazendo novas sensações, como a de picância (decorrente do açúcar mascavo), notas amendoadas e leve percepção de vinho (paladar frequente na cerveja, mas aqui potencializado).

Já a outra brincadeira surgiu após muito insistir para provar o maravilhoso brownie da namorada (quatro meses de luta e só ontem consegui tal façanha).
Um delicioso Brownie com bastante chocolate 70% cacau.

Mais uma vez a cerveja não fez feio.

Os sabores encaixaram muito bem com o chocolate do bolinho. As percepções foram bem parecidas com a harmonização dos cookies, mas com uma pequena diferença: por levar bastante chocolate, a leve doçura cortou levemente o álcool, aqui bem perceptível, e acabou potencializando os demais sabores.

Ao meu ver, e sem querer desmerecer a namorada (agora vou ter que bajular bastante pra não apanhar), a hamornização com o cookie foi melhor balanceada, trazendo novas sensações ao paladar, sendo estas diferentes das encontradas na cerveja e no cookie.

Uma grande cerveja. Mais uma vez a Truppe não fez feio e com esse time seria difícil isso acontecer.

Com certeza uma das melhores, senão a melhor cerveja já produzida no País.
Pena que ainda temos o ‘comando geral’ da grande indústria e a errônea ‘(des)ajuda’ do nosso governo. Mas vamos lutar para que nossa cultura cervejeira possa crescer e ser reconhecida no resto do mundo.

Abaixo a receita do Brownie e dos Cookies (aquela extraída pela namorada do blog La Cucinetta)

Cookies

Ingredientes:
60 g de açúcar mascavo
1 ovo
60 g de manteiga s/ sal macia mais não derretida
60 g de farinha de trigo
¼ cdc de fermento químico
¼ cdc de canela em pó
1 boa pitada de sal
50 g de castanha de caju sem casca e quebradinhas
50 g de castanha do pará sem casca e quebradinhas
50 g de uvas passas
50 g de chocolate meio amargo quebradinho em pedaços pequenos
50 g de granola

Método:
Pré aqueça o forno – 180°C
Em uma tigela junto o ovo e o açúcar mascavo. Usando um fouet, bata até a mistura obter uma consistência cremosa. Adicione a manteiga e mistura bem.
Peneire a farinha junto com o fermento, a canela, o sal e adicione à mistura de manteiga, açúcar e ovo. Acresça as castanhas, passas, chocolate, granola e misture tudo.
Coloque a quantidade de uma colher de sopa da mistura numa assadeira com papel manteiga, continue assim com toda a mistura;
Asse em forno pré aquecido por 10 minutos. O meio ainda ficará mole, pois, após retirar do forno, os cookies irão endurecer.
Deixe esfriar antes servir.

Brownie

Ingredientes:
160g de chocolate amargo Callebaut (54% de cacau)
120g de manteiga sem sal
1 xíc. de açúcar mascavo orgânico (apertado na xíc.)
1 colh. (chá) de essência de baunilha
2 ovos grandes orgânicos
3/4 xíc. + 2 colh. (sopa) de farinha de trigo
1/4 colh. (chá) de fermento químico em pó
1/2 colh. (chá) de sal

Preparo:
Pré-aqueça o forno a 180ºC. Unte com manteiga e enfarinhe uma forma quadrada de 20cm. Pique o chocolate, reservando 50g para usar no final. Derreta o restante dele com a manteiga, em banho-maria, mexendo de vez em quando até ficar homogêno. Remova do vapor e deixe que esfrie um pouco. Enquanto isso, peneire em uma tigela a farinha, o sal e o fermento. Reserve. Junte o açúcar e a baunilha à mistura de chocolate e mexa bem, até que todo o açúcar esteja dissolvido. Adicione os ovos e misture bem. Junte a farinha peneirada aos poucos, em quatro vezes, misturando bem a cada adição. Incorpore agora o chocolate picado reservado e despeje a mistura na forma. Leve ao forno por 25 minutos, ou até que um palito inserido na massa saia praticamente limpo. Remova do forno e deixe esfriar por 10 minutos antes de cortar em quadrados de 5cm.

Photo by Michele Meiato Xavier (@MicMX )

Birras de Inverno

Depois de algumas semanas sem saber se era inverno ou verão, se 2012 teria se antecipado e, sem avisar, desorientado todos com um “veranico” em pleno inverno, fazendo todos guardarem os casacos e passarem semanas em um belo calor, finalmente mudança de temperatura.
Mas como tudo isso é culpa do efeito estufa, dos Maias que fizeram um calendário pela metade – fazendo todos acreditarem que o fim do Mundo estaria próximo e todas essas coisas que já sabemos -, o inverno voltou e veio com toda força. Então, nada melhor que uma cerveja para esquentar esse inverno delicioso. Que tal?

Todos dizem que o vinho é bebida de “gente fina e elegante” e uma boa pedida para o inverno.
Isso não deixa de ser verdade, por ter um elevado teor alcoólico e, alguns, corpo “robusto”, trazendo sensação de calor às pessoas.
Mas estou aqui para tirar essas rotulagens da sociedade e trazer novas sensações para essa mesma “gente fina e elegante” aquecer-se no inverno que esta fazendo.

No exterior o hábito de consumir cerveja é grande no inverno. Isso se dá pela produção de cervejas sazonais.
Na Europa, principalmente, estas cervejas são encontradas em grande escala, muito diferente do Brasil e do resto da América. Isso por aqui serem novas escolas cervejeiras e o consumo da bebida se dar, infelizmente, entre uma classe mais baixa e relativamente leiga no assunto.

No Brasil, as micro-cervejarias começaram a produzir suas cervejas sazonais.
A Bamberg Bier, de Vortorantim, produz cervejas do estilo Bock (que esse ano virou DoppelBock e a Alt). A Baden Baden é a outra responsável por esse tipo de produção, com a Celebration Inverno (uma DoppelBock) e a Trippel.
Outra cervejaria, essa de âmbito nacional, é a Imbev, que produz a Kaiser Bock e, por incrível que pareça, é uma cerveja que surpreende. Bem equilibrada e bom sabor.

Essas cervejas citadas acima, em seus países de origem, não são cervejas sazonais – com exceção a DoppelBock, que é mais consumida nos meses de frio.

Outras cervejas encontradas no mercado são boas opções para driblar o frio e alegrar a alma.
Uma das opções são as cervejas chamadas Vintage. Infelizmente proibida à produção no Brasil, por não ser considerada cerveja pelo ministério da agricultura (em minúsculo mesmo, pois é uma vergonha).

As cervejas do estilo Vintage são geralmente passadas em barrica de carvalho e com graduação alcoólica elevada. São também produzidas com mais malte que o normal para isso dar mais estabilidade à cerveja.
No Brasil duas cervejarias realizaram a produção desta beldade. A Colorado, cervejaria de Ribeirão Preto, produziu a Black rapadura: uma Imperial Stout, com rapadura escura, que por levar o nome Vintage no rótulo foi proibida à venda. Depois de muita luta, o nome foi trocado para Ithaca e entrou à venda essa semana, depois de 1 ano e meio.

A outra cervejaria é a Bamberg, mas então com os parceiros “Biertruppe”, realizando a produção da BierTruppe Nº1 Vintage, que também não foi autorizada a venda. Bom, para os amigos e poucos apreciadores que poderão ter em casa um exemplar desta bebida, a minha caixa esta garantida e embarcando no aeroporto, para mais tarde ser apreciada e fazer inveja no twitter “pro pessoal”.

Alguns outros estilos são de boa pedida para o inverno, como a Barley Wine, conehcida como vinho de cevada, por ter características parecidas com o vinho e ter uma durabilidade maior de guarda. A Red Ale da Baden Baden e a Magnun, da Schmitt, são bons exemplos deste estilo aqui no Brasil.

Algumas cervejas escuras, como as Stout e Porter, podem ser boa pedida para o inverno também. Mas, nesse caso, a melhor escolha são os sub-grupos, que geralmente são mais encorpados e com grau elevado de álcool.
Outra pedida são cervejas com maior graduação alcoólica, como a IPA da Anderson Valley, que tem 7,0% de teor alcoolico e, geralmente, é vista como uma cerveja para se refrescar, visto sua cor puxada para o cobre e não tão escura.

Esses são alguns estilos que você pode se deliciar no inverno. Com notas magníficas e surpreendentes de frutas secas, frutas vermelhas, caramelo, café, chocolate, cacau e muitas outras para fazer você sair um pouco daqueles aromas já conhecidos do vinho.

Eu estou fazendo isso agora. Sim, às 15:04h de uma sexta-feira chuvosa (estou de férias, portanto eu poso – rs). Cá estou eu fugindo do frio com uma “Oatmeal Stout” da micro-cervejaria americana “Anderson Valley”: uma cerveja escura, com um belo creme bege, sabor chocolate, café, malte torrado e caramelo.
Mesmo sendo uma cerveja de 5,7% ABV, é uma boa pedida para começo do “esquenta”, já que traz notas que ajudam na sensação de calor.

A dica que deixo é a seguinte: vamos deixar o pré-conceito e o preconceito de lado, ir para uma boa casa que venda estas beldades e colocar seus sentidos à prova. Só assim, provando e aprovando, que você vai saber se está apto para encarar essas belas ruivas, morenas e loiras. Ou se vai ser mais um com “medinho” delas!?

Se estiver afim de encarar ai vai uma listinha com algumas cervejas para o inverno encontradas em casa especializadas como Cervejas Gourmet, Cervejas Net, Forneria Melograno, Academia da Cerveja (Florianópolis), Craft Beer (Florianópolis);

Cerveja Coopers Best Extra Stout 375ml Alc. 6,3% Vol.
Cerveja Backer Medieval 330ml Alc. 6,7% Vol
Cerveja Chimay Red 330ml Graduação Alcoólica: 7%. vol
Coopers Vintage Ale 375ml Alc. 7,5% vol
Cerveja Paulaner Salvator 330ml – Extrato Primitivo: 18,3% vol. Álcool: 7,5% vol.
Cerveja Wals (Wäls) Dubbel 750ml Alc: 7,5% vol
Cerveja Weihenstephaner Vitus Weizenbock 500ml Alc: 7,7%vol
Cerveja Flying Dog Imperial Porter Gonzo 355ml Alc: 7,8% vol
Cerveja Ola Dubh 18 Special Reserve 330ml Alc: 8%vol
Cerveja Ola Dubh 40 Special Reserve 330ml Alc: 8% vol
Cerveja Chimay Cinq Cents 750ml Graduação Alcoólica: 8% vol
Cerveja Schneider Aventinus 500ml Graduação alcoólica: 8,2%. vol
Cerveja Fullers Vintage Ale 2009 500ml Alc 8,5 % vol
Cerveja Schmitt Barley Wine Magnum 750ml Alc. 8,5% vol
Cerveja Eggenberg Doppelbock Dunkel 330ml 8,5% de teor alcoólico vol
Cerveja Fullers Golden Pride 500ml
Cerveja Bamberg Alt Bier Edição 2010 355ml
Cerveja Chimay Blue 330ml Graduação Alcoólica 9% vol
Cerveja Trappistes Rochefort 8 330ml Alc. 9,2%vol.
Cerveja Eggenberg Urbock 23º 330ml 9,6% de teor alcoólico. vol
Cerveja Malheur 10º 750ml Alc.10% vol
Brooklyn Black Chocolate Stout: (sazonal) Alc. 10,1% vol
Cerveja Flying Dog Barley Wine Horn Dog 355ml Alc 10,2% vol
Brooklynh Monster Ale: (sazonal) Alc. 10,8% vol
Cerveja Cuvee Van de Keizer Blauw (Azul) 750ml Alc:11% vol.
Cerveja Trappistes Rochefort 10 330ml Alc: 11,3% vol.
Cerveja Malheur 12º 750ml 12% de teor alcoólico vol.
Cerveja Wals Quadruppel 360ml

Photos by Michele Meiato Xavier (@MicMX)

Vai um Rock ai?!


Segundo o “tio dos burros”, Wikipédia: “Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era “rápida, dançável e pegajosa”.

Já o “pai dos burros”, dicionário, é mais coerente com tal definição: simplesmente nenhuma.

Rock é muito mais que definições fajutas de que “é a música do demônio”, “de cabeludos tatuados que ficam balançando a cabeça como retardados e com as mãos pra cima gritando e cantando enlouquecidamente”.

Rock é a conexão de todo Universo com o ser humano; todas as formas de sentimentos, pensamentos, atitudes e toda rebeldia que existe dentro de si.

O estilo passou por tantas fases e por tantos momentos que, por um tempo, pensou-se que o verdadeiro Rock’n Roll havia acabado e sido derrotado por bandinhas de calças coloridas skinner e cabelos bagunçados.

Mas esperem um momento: isso tudo que defini antes não se parece muito com os roqueiros do passado?
Por certo que, não é só porque fazem uma letrinha onde todos vão cantar, com composição fraquinha e sem conteúdo algum, que isso não pode ser chamado de Rock.
Alguns vão querer meu pescoço por estar escrevendo isso. Mas Rock é atitude, é fazer. Rock não é tocar porque esta na moda ou porque tornou-se cool dizer que o curte.

Quantas bandas já fizeram letras sem sentido algum, arranjos que não se encaixavam em nenhum momento com a composição, e mesmo assim foram consideradas geniais.
Há até ‘um certo alguém’ – dizem por aí ter sido o pai do Rock – que tinha guitarra barulhenta, desafinada, distorcida e é, até hoje, considerado um grande músico e guitarrista.

Se pegarmos os grandes Beatles e compararmos com o o “pré-conceito” de Rock, eles em nenhum momento seriam definidos como integrantes desse estilo musical: não falavam no demônio, não tinham guitarras distorcidas ou cabelos compridos que se desarrumavam ao balanço enlouquecido da cabeça. Mas o pensamento, a forma como viveram suas vidas é Rock.

Muitos devem estar pensando: este não é um blog destinado a gastronomia e cervejas? Sim, realmente o é. Mas quem disse que gastronomia não é Rock?! É muito mais Rock´n´Roll do que se imagina. É um verdadeiro show, onde nos bastidores há uma grande dedicação para que no palco central não desafine nenhum instrumento, vendo o público balançando a cabeça e com os braços pra cima comemorando uma grande festa. E como falar de música, do grande Rock´n´Roll, e não pensar em cerveja. Ambos são minhas grandes paixões e harmonizam muito bem, tanto em comparações quanto em contrastes.

A cerveja possui propriedades que trazem o bem-estar, felicidade, emoções indescritíveis, assim como a música.

Impossível não escutar uma música e não ter vontade de abrir uma bela cerveja e, a cada gole, cada riff de guitarra, não se imaginar em um grande show!
Neste exato momento isto faço, escutando os loucos do AC/DC e chacoalhando a cabeça, com o copo na mão e enlouquecido como se estivesse no meio da multidão.

Tudo isso é Rock`n`Roll: toda essa energia, paixão, como se o mundo fosse todo seu e que todos os problemas ao seu lado desaparessem a cada batida do bumbo e do coração. Como diz @ChuckHipolitho (ex-Forgotten Boys), em um dos blogs que escreve, neste Dia do Rock: “Cara, afinal, o que NÃO é o Rock pra todos nós? Rock é a possibilidade de viver o seu sonho e nunca acordar. Pois só vai acordar quando estiver morto! Rock é o estilo que supera fatores sociais, econômicos, étnicos e até mesmo religiosos. O Rock é mais forte que tudo. Rock é o estilo de música capaz de escolher uma pessoa e mudar sua vida pra sempre.”. Esse pequeno trecho diz tudo o que é Rock.

O post esta saindo um pouco tarde para esse grande dia, mas todo dia é dia de Rock, festa, cerveja gelada e amigos em grande sintonia. Bom Rock para todos!

Photos by Michele Meiato Xavier (@MicMX)

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Harmonização: Costelinha Suína Defumada e Polenta Mole com Christoffel Bok

Passando alguns dias na casa de Papai e Mamãe em Chapecó, oeste de Santa Catarina, deparo-me com Mamãe chegando com belas costelinhas defumadas artesanalmente, trazidas da feirinha agrícola local. Por ser rodeada de pequanas cidadelas onde o principal fonte de renda advém da agricultura, a criação suína, aviária e o cultivo de grãos é muito grande.

Após muitas tentativas -as primeiras frustradas, reconheço – de conseguir alguns exemplares dessa excelente iguaria, Mamãe cedeu à chantagem e cedeu-me alguns quilinhos dessa bela costelinha!

Pensando, matutando, e depois de uma ameaça da namorada – já que havia esquecido as costelinhas na casa de Mamãe e tivemos que voltar para pegá-las, senão morto estava -, lá fui eu para cozinha.
Sem querer ter muito trabalho pensei: “tenho uma panela de pressão, umas costelinhas (que precisariam de algumas horas para serem cozidas) e um bom acompanhamento, que poucos sabem acertar o ponto”.
Pronto, eis que surge a idéia de Costelinha Suína Defuma e Polenta Mole.

Essa na verdade era a parte mais simples de todo o processo. O pior estava por vir: a busca por uma bela cerveja que com a iguaria harmonizasse.

Foi um pouco difícil achar uma cerveja que proporcionasse novos sentidos ao nosso paladar. Por aqui é tudo muito igual – Bock´s com seu caramelado, Rauchbier com seus defumados e restritas (mas boas) opções, algumas Urbock e ponto.
Lembrei de uma excelente Doppelbock que experimentei alguns meses atrás e me deixou boquiaberto: uma cerveja com um leve sabor adocicado de mel – sem que este seja levado na composição – um excelente amargor de lúpulo e com elevado teor alcoólico. Toda essa excelência e adivinhem: a última foi vendida minutos antes de chegar para comprá-la.

Mas a busca por algo diferente, que explorasse novas sensações (nada de semelhanças; somente diferente) continuava.
Mais uma bela matutada e lembrei de outra excelente cerveja, com ótimo caramelado, café, um pouco de madeira (sem ser passado por ela) e baixo amargor.
Eis que surge a Christoffel Bok, uma Bock holandesa, muito diferente das Bock´s encontradas por aqui e muito diferente do seu estilo original.

Apesar de não possuir muitas semelhanças com o prato, a harmonização foi por contraste, já que a costelinha defumada proporciona um sabor amargo, de especiarias e predominando o salgado.
A cerveja entrou muito bem, balanceando com essas características da costelinha.
Já o álcool (7,8%) e seu corpo ajudaram bastante na complementação do prato, limpando e cortando gordura, preparando o paladar e intensificando sabores de ambos.

Receitas:

Costelinha:

800g de Costelinha Suína Defumada
1 lata de tomate pelado
1 cebola média picada
1 taça de cerveja preta não adocicada (Caracu, Bohemia Escura…)
500ml de Caldo de Costela
Pimenta do Reino a gosto
Azeite de Oliva

Modo de preparo:

Em uma panela de pressão, esquente um fio de Azeite de Oliva. Sue a cebola cortada em brunoise (pequenos cubos). Em seguida, dê uma boa refogada nas costelinhas, para ajudar na cocção e para desprender sabores e aromas. Sue o tomate, junte todos os líquidos e deixe cozinhar por 20min na pressão.
Em seguida retire a pressão da panela e cozinhe por mais 10 min ou até engrossar o molho. Acerte o tempero.

Polenta Mole:

400 g de Farinha de milho
1 L de Caldo de legumes
150g de Gruyer ralado
Sal e Pimenta do Reino

Modo de preparo:

Em uma panela, aqueça o caldo de legumes. Enquanto isso, coloque a farinha de milho em um vasilhame e hidrate-a com água fria (isso vai facilitar na hora de dissolvê-la no caldo, sem criar grumos). Após o caldo ferver, com a ajuda de um batedor de arame (fouet), dissolva a farinha já hidratada. Nesse momento a temperatura do caldo irá cair. Após levantar fervura, baixe o fogo e deixe
cozinhar por 20 min, sempre lembrando de estar mexendo a polenta.
Após isso, coloque a manteiga, o queijo, o sal e a pimenta. Verifique o tempero.

Photos by Michele M. Xavier

Categorias:Harmonizações