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Wäls (dos Deuses) Brut

Os padres e suas dedicações as bebidas. Primeiro os Monges com sua paixão peculiar à cerveja, depois com a chegada do vinh0 um outro monge maluco resolveu refermentar seu vinho e criou o Champagne. Juntando estas duas bebidas temos a Bière Brut, o “Champagne de Cerveja”.

Fermento fazendo seu trabnalho

As Biére Brut são cervejas que passam pelo método champenoise – aquele mesmo do Champagne – e que tem como base, cervejas mais fortes, ajudando  na complexade da bebida após a segunda fermentação! O método champenoise consite em fazer uma segunda fermentação na garrafa, deixando-a de cabeça para baixo – para que o fermento faça seu trabalho no topo da bebida e facilite a sua retirada – e feita a remuage regularmente, duas vezes ao dia.

Hoje são 4 cervejarias no Mundo que fazem este estilo – algumas outras produzem, mas não com este mesmo processo e  fermento utilizado no champagne. Duas delas belgas – DeuS Brut des Flandres e Malheur Brut – e outras duas brasileiras – Eisenbahn Lust e Wäls Brut ( ainda não esta a venda) – e é desta preciosidade que só chegará no mercado em fevereiro que dedico este post.

A Wäls cervejas Especiais, como sempre esta ousando, mostrando que com paixão e muita paciência se faz cervejas fantásticas. Depois de tanto incomodar a família Wäls, 1 dia antes do Festival Brasileiro da Cerveja, recebo um RT de José Felipe perguntando se iria para o Festival. Estranhei sua pergunta – achava que era só pra fugir, caso fosse aparecer por lá -, mas logo depois de confirmar que iria e veio com uma grande surpresa, estava levando uma garrafa da Wäls Brut especialmente para que eu e Michele pudessemos apreciar sua mais nova “filha” – a cerveja, calma.

Feita com base de uma de suas mais sabororsas cervejas a Wäls Trippel – tendo 70% dela na formulação da Brut, os outros 30 são segredo, deve ser o carinho rsss – e tendo sua segunda fermentação com fermento de champagne e maturada em uma cava construida na própria cervejaria. Todo processo é feito por eles, sem ser levado para vinicolas para que se faça o processo de champenoise. (ponto pra eles)

Logo que José Felipe abriu a geladeira e pegou a garrafa – o tempo parou, meus olhos brilharam, passarinhos cantavam… ta ta parei rsss –  e logo mostrou a borra de fermento ainda no gargalo da garrafa.  Pra abri-lá um trabalho árduo, abrir a garrafa de cabeça para baixo, tirar o fermento e não perder muita cerveja – difícil, não? Após este difícil trabalho – que deu vontade de bater nele, já que estava jogando cerveja fora – logo serviu em duas taças Flute e logo os aromas já poderam ser sentidos.

Uma bela espuma, persistente, que gruda no copo até o final. Boa perlage, corpo leve, mesmo oriunda de uma cerveja foprte e encorpada,  cor dourada/avermelhada, ainda um pouco turva por não estar no processo final de maturação. No aroma, frutado, proeminente da Trippel, leve anis, fermento e álcool. No sabor, as maiores surpresas, frutada, bem carbonatada, com um final seco, leve residual de champagne, leve anis e álcool muito bem inserido. Uma das melhores cervejas que já pude provar até o momento. Super equilibrada e que pode ser apreciada sem problema algum de enjoar, como os bons champagnes.

Como diz Edu Passarelli “a Wäls Brut é a mais Brut dentre as cervejas produzidas pelo estilo champenoise no mundo.” Mesmo ainda não estando no seu estágio final de maturação e viajando até SC, esta cerveja é fascinante e posso dizer – CHUUUPPP* Eisenbahn Lust e DeuS, rssss – esta cerveja terá seu reconhecimento logo e será apreciada até mesmo por amantes de vinho e que fazem nariz torto para as cervejas.

Mas um trabalho bem feito pela Família Wäls e vamos tercer para que não aconteça nada de errado até fevereiro, para que ela possa entrar no mercado e cair na graça de todos. Mais uma vez PARABÉNS WÄLS.

Fotos by @MicMX