Arquivo

Posts Tagged ‘Festival Brasileiro da Cerveja’

Wäls Witte

Mais uma vez a Wäls realizou sonhos. Nessa oportunidade, nos levou às nuvens, matando o extremo calor que anda fazendo neste verão.

Na última edição do Festival Brasileiro da Cerveja, a Cervejaria lançou uma sua última cria: Wäls Witte.

Wittes são as cervejas de trigo belga, produzidas com pelo menos 25% de malte de trigo, corpo leve, refrescante, leve acidez e especiarias, como semente de coentro, cascas de frutas e especiarias da região em que produzida. Ideal para os dias de altas temperaturas, por conta de se caráter refrescante e leveza.

A Witte Beer – mais conhecida como Witbier – surgiu, claro, na Bélgica e tomou conta da região leste de Bruxelas, tendo Hoeggarden como principal produtora. A wit da época era produzida baseada nas cervejas medievais, as quais usavam o gruit – especiaria utilizada antes do surgimento do lúpulo – como tempero.

A Wäls Witte segue à risca o estilo. Usa como especiarias – segundo Zé Felipe – pimenta da Jamaica e otras cositas más!  Esses “segredos” trazem à  cerveja caráter refrescante, cítrico, leve acidez e bastante condimento. Com corpo leve, espuma consistente e cor dourada pálida, essa cerveja foi sensação no festival e com certeza irá agradar até mesmo quem faz nariz torto ao estilo.

Com a revolução das cervejas lager, depois da Segunda Guerra Mundial, as Witbiers estiveram perto de acabarem e por mais 10 anos tiveram sua produção quase encerrada. Em 1966, Pierre Celis montou a cervejaria De Kluis, revivendo o estilo na já conhecida Hoeggarden.

A Cervejaria mineira Wäls mais uma vez trouxe a verdade para dentro do copo e produziu uma excelente cerveja. Dentro de dois meses estará à venda no mercado.

Foto: Acervo Wäls Cervejaria

Anúncios

Inscrições abertas para o “South Beer Cup 2012”

South Beer Cup está com inscrições abertas O evento acontece pela primeira vez no Brasil durante o Festival Brasileiro da Cerveja. De 21 a 24 de março, Blumenau (SC) recebe pela primeira vez a South Beer Cup, competição que reúne as melhores cervejas da América do Sul julgadas por alguns dos melhores juízes da bebida no mundo. O evento acontece em paralelo à quarta edição do Festival Brasileiro da Cerveja.

Norbeto Mette, presidente da comissão organizadora do Festival Brasileiro da Cerveja, diz que é o reconhecimento e internacionalização do evento. “Com a South Beer Cup, firmamos a ideia de Blumenau como capital nacional da cerveja e o nosso Festival como um dos mais renomados eventos do segmento no país”, afirma.

A South Beer Cup analisará 23 estilos de cervejas. A previsão é de mais de 400 rótulos inscritos. O valor da inscrição é de R$ 145,00 para um estilo e mais R$ 70,00 por estilo adicional. As amostras podem ser enviadas para o Empório Vila Germânica. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site www.southbeercup.com.

Festival Brasileiro da Cerveja A quarta edição do Festival Brasileiro da Cerveja acontece entre 21 a 24 de março, no Parque Vila Germânica em Blumenau (SC). Serão mais de 80 estandes entre cervejeiros artesanais e caseiros, além de uma praça de alimentação com seis restaurantes. Acontecem paralelos ao evento a primeira edição competitiva do BeerFilm Festival e a South Beer Cup.

Fonte: Assessoria de Imprensa Empório Vila Germânica 

Harmonização 5 estados

image

A partir do dia 17 de novembro, acontecerá em Blumenau a terceira edição do Festival Brasileiro da Cerveja. Serão mais de 150 expositores que se dividirão entre microcervejarias, importadoras, restaurantes especializados em cervejas e lojas.
Além da qualidade eclética das apresentações musicais, diversas paletras acontecerão durante todo evento.
Com o propósito de difundir a cultura cervejeira no país, a organização do festival convidou este escriba para realizar um almoço harmonizado no dia 19 de novembro – sábado – que terá como objetivo mostrar que a cerveja tem seu lugar na gastronomia e porque é a bebida mais versátil para harmonizações.
O almoço terá a participação dos 5 estados – Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e São Paulo – presentes nesta terceira edição.
O eventon terá a recepção com o nosso delicioso Bierland Pilsen, cerveja puro-malte, de carater refrescante e levemente lupulada. Para começar, teremos a Blond Ale, da gaúcha Season – esta servida em chope. Para o primeiro prato, a Black Ipa da cervejaria mais rock’n’roll do Brasil – Kūd Bier Blackbird, também servida em forma de chope – que traz a nossa querida IPA os caraters de maltes torrados e tostados. Para o segundo prato a mais nova Dubbel brasileira da paulistana Leuven. Para fechar, a Insana Double Chocolate Porter, uma ousadia caseira que ganhou meu paladar e fará as honras de fechar este evento.

Os convites estão à venda no Bier Vila dentro da Vila Germânica ou pelo e-mail guischwinn@gmail.com.

E sempre lembrando “Se beber, não dirija”

Palmas para a cervejaria brasileira

Fiquei abismado com o que vi e provei no último sábado (27 de novembro) no Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau. O núcleo cervejeiro do Brasil esta realmente de parabéns.

Eduardo Passarelli

O Festival Brasileiro da Cerveja foi um evento que juntou, em um único local, micro-cervejarias, cervejeiros artesanais/caseiros, empórios dedicados à cerveja e restaurantes que têm como foco principal a bebida. Além disso, palestras gratuitas, como a do especialista em cervejas Edu Passarelli – que tivemos o prazer de acompanhar – discorrendo sobre Harmonização. Super atencioso com o público, até mesmo no momento que foi pressionado por Michele, a qual quis saber que cerveja seria ideal para acompanhar aquela massa instantânea chamada por mim de “Quinojo”.

O evento ocorreu dentro de um dos pavilhões do parque “Vila Germânia” – onde também é realizada a Oktoberfest. Temos que agradecer à “Vila Germânia” e prefeitura de Blumenau por serem tão representativas na cena cervejeira do país, propiciando ótimos eventos em prol da cultura.

Foi realmente algo absurdo o que aconteceu por lá: cervejas de vários estilos, métodos de produção e qualidade. Pudemos provar cervejas jamais vistas por aqui, como, por exemplo, uma Pumpkin Ale (estilo americano que é produzido para comemorar o  Halloween). Uma Imperial Stout, maturada por 6 meses com chips de carvalho de bourbon. Tudo isso produzido por cervejeiros caseiros, já que, infelizmente, só esses podem produzir algo assim, uma vez que que nossas “Leis” são tão ridículas sobre o assunto.

Logo que chegamos, fomos recebidos com muita gentileza – como sempre – pelo amigo Julio, do Empório São Patrício. Lá adquirimos a única breja não brasileira da noite: uma cerveja italiana – a famosa  Birra Baladin -, cuja linha foi feita em homenagem à família do cervejeiro. A degustada como café da manhã, acompanhada por um Fish and Chips do The Basement Pub, foi a Nora – em homenagem à esposa do mestre-cervejeiro -, cerveja com características marcantes de especiarias, corpo aveludado, licorosa e leve dulçor . Cerveja complexa, mas fácil de beber.

Pude provar, também, a Perigosa Double IPA, a primeira do estilo no Brasil. Super aromática – puxando para aromas como maracuja, bergamota, leve caramelado, lúpulo -, mas que em sabor acabou pecando, deixando um amargor cortante e reto, sem muita complexidade  de lúpulo.

Depois de muita conversa e o pit-stop feito, fomos até o estande da cervejaria Wäls, local onde tivemos as maiores surpresas do festival. Primeiro com a simpatia do Mestre-Cervejeiro José Felipe. Depois de muita conversa por twitter, avisei que estava no Festival e, assim que ele avistasse um cara de “3,00 m de altura” – nem é tanto assim, só 2,05m -, confirmasse que se tratava se mim. Assim que chegamos no estande,  “não precisa nem se apresentar”, dissem-me, puxou-me pelo braço e deu-me um forte abraço – aquele de amigos que há anos não se viam, sabe? –  dando risadas e dizendo que eu e @MicMX éramos alguns dos responsáveis pelo sucesso da cervejaria (como se a simpatia do cervejeiro e qualidade do produto já não fizessem por si só).

Após o puxa-saquismo dos dois, começou a degustação de suas belas cervejas. A primeira foi a FestWäls, uma Lager super leve, saborosa, refrescante, feita com dry-hopping e produzida com 5 lúpulos diferentes. Cerveja super aromática, fácil de beber e que, em minha opinião, deveria ser comercializada, sem medo de errar. Pudemos provar também a Quadruppel – preferida minha e da esposa -, a Trippel e a Dubbel, todas elas na pressão.

Os trabalhadores

Mas a maior surpresa f0i o presente trazido especialmente para nós (eu e Michele) e que tivemos o privilégio de ser dos poucos a provar:  a aclamada Wäls Brut. Uma das 4 cervejas no Mundo feita no estilo champanoise. Produzida com todo carinho pelo Felipe, feita a remuage duas vezes ao dia, sempre no mesmo horário. Cerveja fantástica em aroma, sabores e textura. Essa eu vou deixar vocês com água na boca, pois terá um post dedicado somente para ela – deixo vocês somente com os trabalhadores, que estão deixando está cerveja fantástica.

Ainda tive a oportunidade de provar uma Dubbel fresquinha, aberta especialmente após reclamação de nunca tê-la provado em sua qualidade. Provei e virei fã imediatamente, batendo lado a lado com a Quadruppel. José Felipe explicou que nunca havia provado esta cerveja em sua real qualidade, já que em sua produção há uvas-passas e, chegando aos mercados, não há o devido cuidado que ela requer, acabando por deteriorá-la. Triste isso, mas uma realidade brasileira: o descaso com os produtos alheios.

E foram mais alguns choppinhos e cervejas por conta de José Felipe. Uma ótima conversa e que me deixaram surpreendido com o amor que ele tem com suas cervejas, chegando a brigar com o irmão Thiago – que quer logo ganhar mercado, enquanto José prima pela qualidade. Ponto para o Zé. Ele me deixou intrigado com uma coisa e que tive que concordar: ” Brasil está criando caçadores de defeitos! Sempre tem uma coisa errada, nunca esta bom”. Infelizmente isso não é somente no Mundo da Cerveja e sim em  tudo. Brasileiro tem o prazer de dizer que aqui tudo que se faz é ruim. Defeito de quem não tem capacidade de chegar aos pés daquilo em que coloca defeito.

Michele ficou encantada com tudo o que viu e disse agora ser realmente fã de cervejas. Disse que sou o culpado e agora realmente vê que a qualidade e o amor que temos com nossas cervejas supera qualquer crítica pessimista sobre o assunto.

Tirando essa triste realidade brasileira, há muitas cervejas, algumas inferiores, sim, mas outras se mostrando surpreendentes. O Brasil está de parabéns, mostrando que, com parceria, humildade e simplicidade, é possível se criar uma cultura forte e resistente sobre o assunto. Logo essa cultura mostrará que queremos, sim, é qualidade e não quantidade – como dizem algumas publicidades.

Fotos by @MicMX

Festival Brasileiro da Cerveja

Amanhã começará um dos dias mais importantes da cena cervejeira no Brasil, o momento mais esperado de todos os tempos, o “remédio” para o estres do ano: começa amanhã o Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau.

Serão 3 (três) dias de muita cerveja, com mais de 50 micro-cervejarias do Brasil – algumas delas apresentando suas novas “crias” e outras com cervejas especiais para o evento. A comida fica por conta de alguns bares que valorizam a cerveja, como o famoso Frangó e o The Basement English Pub de Blumenau. Já a diversão fica por conta dos shows, com bandas que vão desde o Chorinho até o Tango.

Para poder apreciar da boa cerveja, a diretoria do Festival criou uma moeda própria: o “Ninkasi”, em homenagem a Deusa Suméria da Cerveja. O valor da moeda será o valor normal do Real, mas é uma brincadeira interessante para os visitantes.

Além da cerveja, da diversão e da comida, o evento proporcionará palestras – infelizmente já esgotadas – sobre o mundo cervejeiro em geral. Entre os palestrantes estão Edu Passarelli, sócio/proprietário de um da Forneria Melograno e especialista em cervejas, Cássio Piccolo, proprietário do Frangó, entre outros.

Esse Festival mostra a importância que a cerveja esta tomando no Brasil, sendo que logo entrará para o calendário de festas destinadas à cerveja no mundo todo, como a Ocktoberfest, em Munique, e o Great American Beer Festival. Vamos torcer para que dê tudo certo neste grande evento e que possamos mostrar o real valor da cerveja.

Infelizmente eu e esposa só estaremos no último dia de festival, torcendo para que as cervejarias tenham se organizado bem e trazido chopp suficiente para os três dias de festival. Já que são três dias de festa, que sejam três de muita cerveja e tranquilidade. Depois que conseguir me recompor da bebedeira, postarei minhas considerações sobre o festival.

O ingresso custará R$5,oo ou R$ 15,00 (este dará direito ao caneco de vidro feito especialmente para o festival).