Baca, a cerveja “pagã”

Estréia hoje no Extra-Malte, no StudioCLio,  a nova criação da Cervejaria Coruja, as cervejas Fora de Séria.  A primeira a ser lançada ao público será a Baca – inspirada nas seguidoras do culto de Dionisio -, uma Amber Lager com adição de pitanga

Tivemos o prazer de experimentar esta cerveja no Festival Brasileiro da Cerveja, ainda com o nome de Pagã. Com notas maltadas, caramelo, amargor médio e com leve percepção da pitanga – leve frutado e acides. Cerveja bem equilibrada, com 5,2% de álcool e 40 IBU. No momento será comercializada somente hoje no evento e diariamente na Toca da Coruja – bar matriz da cervejaria.

A linha Fora de Série é um projeto desenvolvido para viabilizar a participação de provedores da cultura e artes locais. O primeiro convidado é o idealizador do projeto StudioClio e professor dos cursos de pós-graduação de Artes Visuais e História da UFRGS. A partir do mês de Maio as outras cervejas da linha estarão no mercado.

Além da estréia da Baca, o Extra-Malte – mediado por Sady Homirch, cervejeiro e baterista da banda Nenhum de Nós – trará como convidada Amanda Reitenbach falando sobre a cerveja como alimento e suas propriedades probióticas. Ainda ocorrerá uma harmonização com o chef Cacá Borges, as cervejas degustadas serão Göttlich Divina Weiss  com guaraná – Joinville -, MonDi Beer Coffee Notes – Pelotas – e a  Rogue Shakespeare Oatmeal Stout -Estados Unidos. 

 

Wäls Witte

Mais uma vez a Wäls realizou sonhos. Nessa oportunidade, nos levou às nuvens, matando o extremo calor que anda fazendo neste verão.

Na última edição do Festival Brasileiro da Cerveja, a Cervejaria lançou uma sua última cria: Wäls Witte.

Wittes são as cervejas de trigo belga, produzidas com pelo menos 25% de malte de trigo, corpo leve, refrescante, leve acidez e especiarias, como semente de coentro, cascas de frutas e especiarias da região em que produzida. Ideal para os dias de altas temperaturas, por conta de se caráter refrescante e leveza.

A Witte Beer – mais conhecida como Witbier – surgiu, claro, na Bélgica e tomou conta da região leste de Bruxelas, tendo Hoeggarden como principal produtora. A wit da época era produzida baseada nas cervejas medievais, as quais usavam o gruit – especiaria utilizada antes do surgimento do lúpulo – como tempero.

A Wäls Witte segue à risca o estilo. Usa como especiarias – segundo Zé Felipe – pimenta da Jamaica e otras cositas más!  Esses “segredos” trazem à  cerveja caráter refrescante, cítrico, leve acidez e bastante condimento. Com corpo leve, espuma consistente e cor dourada pálida, essa cerveja foi sensação no festival e com certeza irá agradar até mesmo quem faz nariz torto ao estilo.

Com a revolução das cervejas lager, depois da Segunda Guerra Mundial, as Witbiers estiveram perto de acabarem e por mais 10 anos tiveram sua produção quase encerrada. Em 1966, Pierre Celis montou a cervejaria De Kluis, revivendo o estilo na já conhecida Hoeggarden.

A Cervejaria mineira Wäls mais uma vez trouxe a verdade para dentro do copo e produziu uma excelente cerveja. Dentro de dois meses estará à venda no mercado.

Foto: Acervo Wäls Cervejaria

Wäls campeã da “Libertadores da América Cervejeira”

Troféu de Cervejaria do Ano - South Beer Cup

Troféu MElhor Cervejaria do Ano e os Sócio - e irmãos - José Felipe Carneiro e Tiago Carneiro

 A Cervejaria Wäls, de Belo Horizonte, foi eleita a Melhor Cervejaria do Ano de 2012 da América do Sul no The Great South Beer Cup durante o 4º festival da cerveja, em Blumenau, Santa Catarina. A cervejaria faturou três medalhas de ouro nos Estilos Pílsen (Wäls Bohemia Pílsen), Imperial Stout (Wäls Petroleum) e Especial (Wäls Brut).

Conhecida como a “Libertadores da América” da cerveja, a competição The Great South Beer Cup contou com centenas de cervejas competindo entre si. Participaram da disputa, as mais conhecidas cervejarias do Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

De acordo com José Felipe Carneiro, um dos sócios da Wäls, esse reconhecimento só aumenta a responsabilidade da empresa no mercado cervejeiro. “Estamos muito felizes, pois é a primeira vez que participamos da competição e já fomos reconhecidos como a melhor cervejaria. É um orgulho, pois só nos motiva a trabalharmos com mais garra, seriedade e competitividade”, diz.

As cervejas foram avaliadas em teste “cego” com um júri formado por 23 experts no assunto, entre sommeliers, produtores e membros do Beer Judge Certification Program (BJCP) – Programa para Formação e Certificação de Juízes de Concursos Cervejeiros – do Brasil, Estados Unidos, Chile e Argentina.

Conheça um pouco mais das cervejas que levaram as medalhas de ouro no The South Beer Cup.

Bohemia Pílsen – Cerveja dourada e translúcida, de baixa fermentação, sabor maltado e lupulado incomparável. Fiel representante do estilo Checo Bohemian Pilsener, preparada com dose intensa do tradicional lúpulo Saaz. Creme branco e aveludado compõe sua formação de espuma. 5 % álcool. Amargor 42 IBU´s

Wäls Brut – Cerveja do estilo Biére Brut. Elaborada através do tradicional método  champenoise. Complexa e delicada é produzida com leveduras de champagne. Coloração dourada e translúcida, aromas que remetem ao vinho branco e notas cítricas. Perlage fino e duradouro. Sofisticada e sedutora, passa nove meses maturando em cave. Refermentada na garrafa com 11% de álcool. Amargor 36 IBU´s

Wäls Petroleum – Cerveja do estilo Russian Imperial Stout. Produzida com diversos tipos de grãos escuros, corpo aveludado, licoroso e denso. Aromas complexos de chocolate belga, café, toffee e caramelo. Amargor equilibrado. Espuma de baixa formação e longa durabilidade. Receita desenvolvida pela cervejaria DUM do Paraná. Amargor 70 IBU´s

A Cervejaria Wäls

A Cervejaria Wäls foi fundada em 1999 pelo empresário Miguel Carneiro, pai dos atuais sócios José Felipe e Tiago Carneiro. Inicialmente, a cervejaria produzia chopp convencional para atender a demanda de uma rede de fast food. Em 2000, Tiago Carneiro ingressou na sociedade e, em 2005, foi a vez de José Felipe se juntar à empresa.

Foi a partir de 2008 que os empresários resolveram mudar o foco e passaram a produzir cervejas especiais. Atualmente, produzem oito tipos de cervejas (X Wäls, Bohemia Pílsen, Dubbel, Trippel, Quadruppel, Wäls Brut, Wäls Petroleum, Wäls Witte) e outras sazonais que são produzidas de acordo com a demanda da época.

A Cervejaria Wäls se destaca pela produção de cervejas artesanais, diferenciando-se das produções em larga escala. É especializada em produção de cervejas de origens Belgas e Checas, sendo a única do Brasil com conceito belga de produção. A filosofia da empresa é produzir cervejas com especiarias aromáticas, aromas mais frutados, paladar mais picante, rebuscado, texturas e cores diferenciadas. “O que produzimos é obra de arte”, costuma dizer José Felipe Carneiro.

Hoje a cervejaria produz em média 25 mil garrafas de cervejas especiais por mês. Em 2011, a fábrica produziu de 1 mil garrafas  de cervejas feitas pelo tradicional método champenoise. A expectativa é elevar a produção para 5 mil garrafas pelo tradicional método champenoise, até o final de 2012.

A maior parte da produção da cervejaria é distribuída nas regiões Sul e Sudeste, além do Distrito Federal. Os produtos podem ser encontrados em supermercados Premium e bares especializados.

 Fonte: Able Comunicações

Foto: Acervo Wäls Cervejas Especiais

Harmonização – Bodebrown cerveja do amor e polvo crocante com batata doce confit

Depois de perder seu primeiro lote e de ter ela furtada, consegui experimentar a sazonal Bodebrown Cerveja do Amor, uma Fruit beer , com 5,5% abv – a degustada com 8,8% abv, que teve sua graduação alcoólica aumentada para aguentar a viagem até o Mondial de La Bière -, que leva como base uma cerveja de trigo e possui adição de amoras maceradas.

Samuel Cavalcante – mestre cervejeiro e proprietário da Cervejaria – se inspirou para fazer essa Cerveja do Amor em uma das obras do poeta romano Ovídio, chamada  Metamorfoses, que fala sobre a metamorfose dos deuses da mitologia grega para sobreviverem à cronologia do amor – desde a paixão, o desejo, até seu fim.

E toda essa cronologia parece estar bem inserida na cerveja. Ao servi-la, você é contemplado por um líquido de cor avermelhada que se destaca no copo, finalizada por uma espuma branca e persistente. No aroma, em evidência há as notas da fruta – quanto mais nova a cerveja, maior é a percepção das frutas – além de leves condimentos próprios da cerveja base e levíssima acidez. Já na boca, amora, leve cravo, coentro, notas leves de lúpulo herbáceo e acidez sutíl.

Para finalizar aquela cronologia – mas aqui com final feliz -, harmonizei-a com um Polvo Crocante com Batata Doce ConfitadaGrelhado em azeite de pimentão e páprica, o polvo pedia uma cerveja que balanciasse o condimentado da preparação. E o dulçor da cerveja fez bem esse trabalho, além de muito bem combinar com a característica doce da batata. Como há uma leve acidez na cerveja, os condimentos – tanto da cerveja como do polvo – acabaram ficando ainda mais aparentes, trazendo uma sensação picante na boca e, ao mesmo tempo, um leve dulçor. O álcool cortou bem a média gordura do polvo e da batata confit, garantindo mais percepção das características da cerveja e do prato.

Aproveitem a receita e harmonizem com muito amor – de preferência com alguém que você ame, como fiz.

RECEITA:

Polvo:

4 tentáculos de polvo

1 batata doce grande

cravo

Cebola

1 limão

shoyu

Azeite:

1 colher de sopa de páprica picante

1 pimentão vermelho pequeno

200 ml de azeite de oliva

Batatas:

1 bastata doce grande sem casca

alecrim

q.b sal grosso

azeite de oliva

Preparo:

Polvo:

Antes de cozinhar o polvo, congele-o de um dia para o outro – isso ajudará a deixar a carne mais macia. Descongele-o e leve para cozinhar com a cebola, o limão, o cravo e um pouco de shoyu, por aproximadamente 1 hora – a acidez dos ingredientes irá ajudar a deixar a carne macia, sem precisar levar à panela de pressão.

Dica: caso compre o polvo limpo, mas ainda com resíduos de tinta nas patas, esfregue o polvo com sal e bastante água. Isso ajudará também a tirar aquela “secreção” que fica ao redor de seu corpo.

Batatas:

Corte as batatas em rodelas, cubra com azeite e tempere com sal grosso e alecrim. Leve ao forno na temperatura mais baixa e asse até que fiquem macias e levemente douradas

Azeite:

Esquente um frigideira e grelhe o pimentão – sem sementes – com uma colher de páprica. Quando começar a dourar, retire do fogo e bata no liquidificador. Peneire e reserve.

Polvo crocante:

Tempere o polvo com sal e pimenta do reino. Aqueça bem uma frigideira, coloque um fio do azeite de pimentão e páprica e grelhe o polvo. Enquanto o polvo grelha, aperte-o com um peso – pode ser a tampa de uma panela. Repita o mesmo processo do outro lado – esse processo ajudara a criar uma leve crocância na pele do polvo, deixando a parte interna macia e suculenta.

Fotos de Michele Meiato Xavier.

IV Harmozição da Academia da Cerveja

Dia 10 de março de 2012 a Academia da Cerveja, uma das principais casas em Santa Catarina que trabalha em prol da cultura cervejeira, realizou a IV Harmonização da Academia da Cerveja. Dessa vez, tive o prazer de conduzir a harmonização no estilo ” cruza e cabeceia para o gol”: confecção dos pratos e explicação das harmonizações eleitas. Experiência muito interessante.

A harmonização foi toda no tema de frutos do mar e com a perspectiva de trazer novas preparações aos manézinhos, saindo dos tradicionais “camarão na moranga” e ” peixe assado com pirão”. Os pratos foram: ceviche, brandade de mexilhão ao molho de maracuja, truta com bacon sobre batata confitada e, de sobremesa, creme brûlée.

Para acompanhar esses pratos, foram escolhidas as cervejas Coruja Alba, Basemente Golden California Ale, Coruja Alba Weizenbock e Leuven Dubbel, respectivamente.

Segue a baixo impressões de cada harmonização.

Ceviche e Coruja Alba Weiss

Ceviche é um prato de origem inca e consiste em uma preparação com peixes frescos marinados – em sua origem, marinados com chicha (cerveja de milho produzida pelos locais e fermentada com suas salivas), ocasionando o cozimento através de um meio ácido -, no caso, com limão.

O frescor do peixe e a refrescância do prato combinaram muito bem com a característica leve e condimentada da Coruja Alba. Sua carbonatação ajudou na limpeza do paladar.

Ótima experiência!

Brandade de Mexilhão ao molho de maracujá e Basemente California Golden Ale

Brandade é uma preparação originária da Catalunha e que gera muita briga entre seus habitantes e os franceses – como sempre, conhecidos erroneamente como os “pais” da gastronomia, querendo todos os créditos. Originalmente o prato leva bacalhau, emulsão de batata e creme de leite – França – ou somente bacalhau misturado com azeite – catalunha.

Nessa minha versão, acabei criando em cima da preparação francesa – batata, proteína e creme de leite – trocando a primeira por batata baroa (mandioquinha), os mexilhões na proteína e molho de maracujá em substituição ao creme de leite.

Para acompanhar, uma American Pale Ale foi escolhida. Com característica levemente frutada – decorrente do lúpulo Amarillo, maltes de cereais, leve caramelo e mel. Combinou muito bem com as características semelhantes encontradas no prato, ocasionando uma instigante experiência aos participantes.

Truta grelhada com bacon sobre batatas confitadas e Coruja Alba Weizenbock

Um pouco diferente das demais Weizenbock, a Coruja Alba leva uma pequena porcentagem de malte defumado na sua composição, trazendo leve sensação de amargor e corpo. Além disso, com IBU – Unidade de medida de amargor – lembrando que não é usado somente para amargor de lúpulo – mais elevado (46 da Coruja, 15 a 30 nas demais weizenbock, segundo o BJCP).

A boa base de malte lembrando caramelo, leve defumado e fermento, como toques de cravo e banana passa – esta resultado da combinação do malte e do sub produto do fermento – combinaram bem com o sabor marcante da truta e do bacon, trazendo complexidade à harmonização.

Creme Brûlée e Leuven Dubbel

Creme Brûlée – de requintado só o nome – é um doce típico francês e que consiste em um creme de ovos com uma deliciosa crosta de açúcar queimado.

Essa sobremesa pede uma cerveja com bastante base de malte e encorpada. A Dubbel eleita combinou muito bem, pela sua carga de malte, lembrando caramelo, e leve torrefação. Seus 8% abv ajudaram a quebrar a gordura do doce.

Uma excelente harmonização e, segundo alguns participantes, uma das melhores.

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Fotos: Michele Meiato Xavier

IV Harmonização Academia da Cerveja

Dia 10/03 acontece a IV Harmonização em um dos principais bares cervejeiros de Santa Catarina. Esta será uma boa oportunidade para experimentar uma boa gastronomia e boa cerveja. Serão quatro pratos – entrada, 2 pratos e sobremesa – e quatro cervejas!

Convites e maiores informações: Academia da Cerveja

Aproveitem. As vagas são limitadíssimas! Realização: Academia da cerveja; Apoio: Cerveja Coruja, Cervejaria Leuven e Basement Cervejas Especiais

Inscrições abertas para o “South Beer Cup 2012”

South Beer Cup está com inscrições abertas O evento acontece pela primeira vez no Brasil durante o Festival Brasileiro da Cerveja. De 21 a 24 de março, Blumenau (SC) recebe pela primeira vez a South Beer Cup, competição que reúne as melhores cervejas da América do Sul julgadas por alguns dos melhores juízes da bebida no mundo. O evento acontece em paralelo à quarta edição do Festival Brasileiro da Cerveja.

Norbeto Mette, presidente da comissão organizadora do Festival Brasileiro da Cerveja, diz que é o reconhecimento e internacionalização do evento. “Com a South Beer Cup, firmamos a ideia de Blumenau como capital nacional da cerveja e o nosso Festival como um dos mais renomados eventos do segmento no país”, afirma.

A South Beer Cup analisará 23 estilos de cervejas. A previsão é de mais de 400 rótulos inscritos. O valor da inscrição é de R$ 145,00 para um estilo e mais R$ 70,00 por estilo adicional. As amostras podem ser enviadas para o Empório Vila Germânica. Mais informações e inscrições estão disponíveis no site www.southbeercup.com.

Festival Brasileiro da Cerveja A quarta edição do Festival Brasileiro da Cerveja acontece entre 21 a 24 de março, no Parque Vila Germânica em Blumenau (SC). Serão mais de 80 estandes entre cervejeiros artesanais e caseiros, além de uma praça de alimentação com seis restaurantes. Acontecem paralelos ao evento a primeira edição competitiva do BeerFilm Festival e a South Beer Cup.

Fonte: Assessoria de Imprensa Empório Vila Germânica